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Como o incentivo ao esporte desde criança pode ser benéfico na vida adulta

02 de September de 2026 0 leituras
Como o incentivo ao esporte desde criança pode ser benéfico na vida adulta

Você sabia que o incentivo ao esporte desde criança pode ser benéfico na vida adulta? Foi o que relatou um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com 242 voluntários que moram na cidade de Santo Anastácio, no interior de São Paulo.

O estudo Association of Sports Practice in Childhood and Adolescence with Cardiac Autonomic Modulation in Adulthood: A Retrospective Epidemiological Studyfoi divulgado na revista Sport Medicine e analisou, principalmente, o controle da frequência cardíaca pelo sistema nervoso autônomo, considerado um marcador importante de risco cardiovascular e mortalidade.

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Vida ativa na infância, coração melhor na vida adulta

Os participantes do estudo tinham, em médica, 40 anos de idade e usaram sensores que captavam os batimentos cardíacos, transferindo os dados para um relógio, além de um dispositivo preso à linha da cintura durante uma semana, para recolher dados de atividades físicas realizadas no dia a dia.

Como resultado, quem praticou esportes na infância ou na adolescência apresentou uma melhor resposta do coração ao longo da vida, mesmo quando não mantinha a rotina de atividades físicas na vida adulta.

À Agência FAPESP , Diego Christofaro, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp e autor principal do artigo, disse que analisaram a prática esportiva no estudo, pois ela é algo mais fácil de ser lembrada pelas pessoas.

“Conseguimos ajustar os dados, separando o que era benéfico cardiovascular resultante da prática esportiva na infância ou adolescência e o que provinha de atividade física atual”, explicou à Agência FAPESP.

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O que mais a ciência comprova

Além da um coração melhor, o incentivo ao esporte desde criança pode ser benéfico na vida adulta também possui outras vertentes positivas. Uma pesquisa publicada no Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports analisou, durante 28 anos, um grupo finlandês que inicialmente tinha entre 9 e 18 anos, quando participaram algum tipo de esporte.

Quando eles completaram entre 37 e 43 anos, os pesquisadores avaliaram seus hábitos de saúde, tanto de quem não praticava atividades físicas mais, tanto de quem deu continuidade desde o início da pesquisa.

O grupo que se mantinha ativo apresentou 75% maior chance de ter três ou quatro hábitos considerados saudáveis na vida adulta, em comparação com quem não praticava nos dois períodos. Dentre os hábitos analisados estavam atividade física, tabagismo, consumo de álcool e alimentação.

A pesquisa concluiu que o incentivo ao esporte desde criança pode ser benéfico na vida adulta vai além do condicionamento físico, associando a prática de atividade física também à formação de um conjunto de hábitos saudáveis.

Qual a importância da atividade física na infância?

Saúde mental na vida adulta também é afetada ao iniciar atividades físicas na adolescência

Um estudo acompanhou, cerca de 850 adolescentes durante os cinco anos do ensino médio, avaliando a saúde mental na vida adulta.

Os pesquisadores trouxeram alguns pontos importantes sobre a participação dos adolescentes em esportes escolares. Na vida adulta, eles apresentaram:

  • menos sintomas de depressão;
  • menor estresse percebido;
  • melhor percepção da própria saúde mental.

Com conclusão, a participação esportiva durante a adolescência pode ter efeitos benéficos sobre a saúde mental no início da vida adulta.

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Longevidade e qualidade de vida

Que o incentivo ao esporte desde criança pode ser benéfico na vida adulta é extremamente positivo, já vimos acima. E a Dra. Mariana Lombardi Novello, médica pediatra associada à Sociedade Brasileira de Pediatria e pós-graduada em Neurociência, Educação e Desenvolvimento Infantil (PUCRS), complementa com mais pontos importantes:

“Além dos benefícios físicos, os exercícios contribuem para a autoestima, a melhora da qualidade do sono, a redução da ansiedade e até mesmo para a inclusão social (brincadeiras em grupo, por exemplo)”, explica.

E completa: “Quando construído na infância, o hábito tende a se manter na vida adulta, colaborando para a longevidade e para a melhora global na qualidade de vida”.

Atividades físicas para fazer na infância

Dra. Mariana explica que as indicações de modalidades podem variar de acordo com a faixa etária e as características de cada criança, respeitando sempre o neurodesenvolvimento e as necessidades específicas. Veja quais são a seguir:

Bebês

Devem ser incentivados a serem ativos, mesmo que por curtos períodos, várias vezes ao dia. De 0 a 2 anos, a exploração supervisionada no chão e as atividades que estimulem a motricidade, como rolar, engatinhar, puxar e empurrar, são recomendadas.

Crianças que conseguem andar sozinhas

Devem se exercitar pelo menos 180 minutos por dia. Nesses casos, é possível incluir atividades leves, como ficar de pé, saltar, pular e correr.

Para crianças de 3 a 5 anos

O ideal é a realização de pelo menos 3 horas de atividade física de qualquer intensidade por dia. Andar de bicicleta, dança, lutas, esportes coletivos, natação e jogos com bola são boas opções para essa faixa etária.

Dos 6 aos 19 anos de idade

O ideal é praticar pelo menos 60 minutos diários de atividades moderadas a vigorosas, que são aquelas que fazem a respiração acelerar e o coração bater mais rápido.

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Não esqueça da alimentação

Se o seu filho pratica atividades físicas desde cedo, a alimentação também precisa de cuidados. O Planejamento, variedade de nutrientes e hidratação são determinantes para sustentar saúde, recuperação e rendimento ao longo do dia.

Para a nutricionista Cynthia Howlett, especializada em nutrição esportiva e psiconutrição e coordenadora de Projetos Educacionais e Sustentáveis da Sanutrin, o ponto de partida está em garantir energia suficiente para sustentar o ritmo do corpo em movimento, sem descuidar da recuperação e da saúde como um todo.

“A criança que faz atividade física precisa garantir energia ao longo do dia, principalmente a partir dos carboidratos, além de proteína para recuperação muscular e vitaminas e minerais que ajudam na imunidade e evitam problemas como câimbras”, explica.

Para a profissional, o equilíbrio entre nutrientes é o que sustenta desempenho e bem-estar. Ela explica que os macronutrientes desempenham funções complementares. O carboidrato fornece energia rápida e está presente em alimentos como arroz, pães e massas. A proteína atua na formação e reparo dos músculos.

“Já as gorduras, muitas vezes mal compreendidas, também contribuem para energia, foco e concentração. A esse conjunto, somam-se vitaminas e minerais, encontrados sobretudo em frutas, legumes e verduras, essenciais para o funcionamento do organismo”, destaca.

Antes do treino, a orientação é apostar em alimentos leves e energéticos. Frutas, como a banana, são boas opções por combinarem praticidade e valor nutricional. Após a atividade, a prioridade é a recuperação, com hidratação adequada e a combinação de carboidratos e proteínas.

Ainda assim, Cynthia reforça que o mais importante não está apenas nesses momentos específicos. “O que faz diferença é a alimentação ao longo de todo o dia. Não adianta focar só no antes e depois do treino se o restante não está equilibrado”, afirma.

A profissional listou dicas práticas para organizar a alimentação do seu filho no dia a dia: 

  • Organize a rotina alimentar, planeje refeições e lanches com antecedência para evitar improvisos.
  • Priorize alimentos naturais, inclua frutas, legumes, proteínas e boas fontes de carboidrato, reduzindo ultraprocessados.
  • Cuide da hidratação e incentive o consumo de água ao longo do dia, especialmente antes, durante e após atividades físicas.
  • Pense no todo, não só no treino, uma vez que o desempenho depende da alimentação ao longo do dia inteiro.

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Rodapé editorial

Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de boaforma.abril.com.br.

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